Ontem,
a revista eletrônica "Fantástico" exibiu uma reportagem, que deixou o país perplexo. Milhões e
milhões gastos com dinheiro público para deputados estaduais e ex-parlamentares,
além dos salários de, aproximadamente, 20 mil reais. Há estados em que os deputados
chegam a ganhar até 18 salários por ano. Assembleias Legislativas em
que os deputados estaduais fazem uma verdadeira “festa” com dinheiro público. E eles não têm nada a declarar. Foi provado
que há deputados e senadores que recebem 15 salários por ano, de até R$
26.700,00, que corresponde a mais de R$ 400.500,00 por ano. Há um projeto no Senado, que
baixa de 15, para 13 salários anuais dos parlamentares, além de redução dos gastos indenizatórios.
Foi constatado que deputados dos estados mais carentes do país recebem até 100 mil reais (cerca de 54.760,00 dólares) para gastar com despesas pessoais. São as chamadas verbas indenizatórias. Para os senadores essa verba chega a R$ 41.844,45 por mês, por parlamentar. Já na Câmara dos Deputados esse valor cai um pouco, R$ 32.789,41. No Piauí, a verba indenizatória chega a R$ 80 mil reais. No Maranhão, os deputados estaduais ganham até 18 salários por ano, de R$ 20 mil reais. Os ex-deputados receberam no ano passado cerca de R$ 428.133,16 com ex-parlamentares no Estado do Maranhão.
No Amapá, que contribui com 0,2% no PIB do país, seus 24 deputados decidiram aumentar as verbas indenizatórias de 30 mil reais, para 100 mil reais por mês, que soma em 1 milhão e 200 mil reais por ano, para gastos extras. É só apresentar as notas fiscais comprobatórias e solicitar o reembolso. As diárias dos parlamentares do Amapá chegam a R$ 2.600,00, sendo que a diária do hotel mais sofisticado do estado é de R$ 280,00. Conforme as contas do estado, no ano passado os deputados chegaram a receber quase 4 milhões e meio, só em viagens.
Porém, esse exagero de gastos indenizatórios “desgata a imagem dos parlamentares”. Com tanto desperdício de dinheiro público, gastos sem responsabilidade, pois não há quem possa gastar uma diária de hotel de R$ 2.600,00, quem sofre é a população, pois falta verba para saúde, segurança e educação pública.
Temos visto constantemente nos meios de comunicação de massa as campanhas salariais de funcionários públicos, que lutam por um salário digno. Lutam por respeito e dignidade no desempenho de sua profissão, que inclui condições dignas de trabalho e material específico para desenvolver suas atividades.
Enquanto profissionais lutam por dignidade no trabalho, não é justo vermos o desperdício de dinheiro público arrecadado com impostos. São bilhões de reais pagos pelos contribuintes e, centavo a centavo, verificado na Receita Federal para ver se não há equívocos, para depois esse dinheiro ser gasto sem responsabilidade social.
Após muitas manifestações, os professores conseguiram um piso salarial de 1.400,00 reais, sendo que há estados que disseram que ainda não conseguem cumprir essa determinação da justiça. Enquanto, os professores que educam esse país lutam por dignidade para ensinar, não é justo tanto desperdício. Só com a diária de hotel do Amapá de R$ 2.600,00 seria possível pagar o salário de um professor e ainda sobraria.
No campo do ensino e da pesquisa podemos verificar que as bolsas da Capes pagam para Mestrado: R$ 1.200,00; para Doutorado: R$ 1.800,00; e para Pós-doutorado: R$ 3.300,00. Isso para a produção de conhecimento e formação de novos professores do ensino superior no nosso país. Os valores estão distorcidos. É necessário que se coloque em pauta a discussão sobre: quanto é justo receber um professor? Quanto é justo receber um deputado?
Esse ano é ano eleitoral e é o momento de levantarmos a ficha dos nossos candidatos. Antes de sermos admitidos em uma empresa, o responsável pelo recrutamento faz uma análise rigorosa não somente sobre nossa experiência profissional, mas também verificam sua vida pessoal (suas finanças, suas relações pessoais, seus hobbies).
Por isso, conheça bem seu candidato antes de votar. Você irá colocá-lo no poder. Poder para servir ao povo, ou servir a si mesmo, com o SEU dinheiro.
Foi constatado que deputados dos estados mais carentes do país recebem até 100 mil reais (cerca de 54.760,00 dólares) para gastar com despesas pessoais. São as chamadas verbas indenizatórias. Para os senadores essa verba chega a R$ 41.844,45 por mês, por parlamentar. Já na Câmara dos Deputados esse valor cai um pouco, R$ 32.789,41. No Piauí, a verba indenizatória chega a R$ 80 mil reais. No Maranhão, os deputados estaduais ganham até 18 salários por ano, de R$ 20 mil reais. Os ex-deputados receberam no ano passado cerca de R$ 428.133,16 com ex-parlamentares no Estado do Maranhão.
No Amapá, que contribui com 0,2% no PIB do país, seus 24 deputados decidiram aumentar as verbas indenizatórias de 30 mil reais, para 100 mil reais por mês, que soma em 1 milhão e 200 mil reais por ano, para gastos extras. É só apresentar as notas fiscais comprobatórias e solicitar o reembolso. As diárias dos parlamentares do Amapá chegam a R$ 2.600,00, sendo que a diária do hotel mais sofisticado do estado é de R$ 280,00. Conforme as contas do estado, no ano passado os deputados chegaram a receber quase 4 milhões e meio, só em viagens.
Porém, esse exagero de gastos indenizatórios “desgata a imagem dos parlamentares”. Com tanto desperdício de dinheiro público, gastos sem responsabilidade, pois não há quem possa gastar uma diária de hotel de R$ 2.600,00, quem sofre é a população, pois falta verba para saúde, segurança e educação pública.
Temos visto constantemente nos meios de comunicação de massa as campanhas salariais de funcionários públicos, que lutam por um salário digno. Lutam por respeito e dignidade no desempenho de sua profissão, que inclui condições dignas de trabalho e material específico para desenvolver suas atividades.
Enquanto profissionais lutam por dignidade no trabalho, não é justo vermos o desperdício de dinheiro público arrecadado com impostos. São bilhões de reais pagos pelos contribuintes e, centavo a centavo, verificado na Receita Federal para ver se não há equívocos, para depois esse dinheiro ser gasto sem responsabilidade social.
Após muitas manifestações, os professores conseguiram um piso salarial de 1.400,00 reais, sendo que há estados que disseram que ainda não conseguem cumprir essa determinação da justiça. Enquanto, os professores que educam esse país lutam por dignidade para ensinar, não é justo tanto desperdício. Só com a diária de hotel do Amapá de R$ 2.600,00 seria possível pagar o salário de um professor e ainda sobraria.
No campo do ensino e da pesquisa podemos verificar que as bolsas da Capes pagam para Mestrado: R$ 1.200,00; para Doutorado: R$ 1.800,00; e para Pós-doutorado: R$ 3.300,00. Isso para a produção de conhecimento e formação de novos professores do ensino superior no nosso país. Os valores estão distorcidos. É necessário que se coloque em pauta a discussão sobre: quanto é justo receber um professor? Quanto é justo receber um deputado?
Esse ano é ano eleitoral e é o momento de levantarmos a ficha dos nossos candidatos. Antes de sermos admitidos em uma empresa, o responsável pelo recrutamento faz uma análise rigorosa não somente sobre nossa experiência profissional, mas também verificam sua vida pessoal (suas finanças, suas relações pessoais, seus hobbies).
Por isso, conheça bem seu candidato antes de votar. Você irá colocá-lo no poder. Poder para servir ao povo, ou servir a si mesmo, com o SEU dinheiro.
Fontes:
Deputados do Amapá ganham até R$ 4,5 milhões apenas para viagens. Disponível em: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1679578-15605,00.html.
CAPES. Disponível em: http://www.capes.gov.br/bolsas/valores-das-bolsas.
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